
Faces – Still das festas de agosto, ano 2011, que ocorre na cidade Montes Claros, Minas Gerais. Uma coleção que chamei de faces por se tratar de fotografias onde a característica está na expressão do personagem, o contraste principal é da existência de um rosto sofrido, cansado (uma característica do sertanejo), mais com um diferencial especial que não podemos esclarecer: O brilho inefável do olhar..
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Faces
Ensaio visual sobre expressão, presença e memória
Faces é um ensaio fotográfico que parte do encontro entre expressão individual e memória cultural durante as festas populares de Montes Claros, Minas Gerais.
A série não se limita a capturar feições isoladas mas busca na densidade do olhar aquilo que insiste em aparecer mesmo quando a paisagem tenta ocultar motivos e história.


ensaio fotográfico – Minas Gerais, 2011
o retrato do festejo.
Nas imagens, o contraste não é apenas formal. Ele está na tensão constante entre vida, celebração, carga histórica e força de presença: rostos que encaram o tempo e o gesto como algo maior do que si mesmos.
O brilho que emerge do olhar deixa de ser mero efeito de luz e se torna testemunho.



Este trabalho circulou em contextos internacionais de fotografia, tendo sido apresentado em plataformas especializadas como Fubiz, Maptia, Zupi entre outras referências de curadoria visual que o inseriram no diálogo contemporâneo sobre retrato documental e estética crítica.
Essas circulações ampliaram a recepção da obra, permitindo que Faces ressoe em públicos sensíveis à potência do olhar como linguagem e presença.



olhar
A importância das imagens fotográficas deste ensaio é sobretudo, uma referência à representatividade de expressões culturais muitas vezes atemporal, no qual, ainda preservados, vêm sendo adotado e remodelado nos vários perfis sociais. Ultrapassando os conceitos estereotipados sobre gêneros ou posições econômicas, o tempo vêm mostrar a riqueza acumulada em determinadas camadas da sociedade, como o negro e a cultura culinária advinda da época exploratória dos serviços escravos, ou ainda, de artesão e artista, que ao observar o meio, supera as limitações oferecidas, tornando-se auto de data na produção de objetos artesanais e muitas vezes artísticos superando os conceitos do seu tempo e ambiente.
A ideia é congelar estes objetos ou ferramentas ou ainda instrumentos na mão destes personagens, na perspectiva de focar em primeiro momento, as mãos com estes acessórios flutuando, congelados no espaço. No segundo momento haveria o retrato deste personagem com foco em sua expressão. A luz elaborada vem a apropriar o conceito dramático utilizado no barroco, mas esta apropriação se justifica apenas para a cena focalizada e concentrada nos elementos.







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