mi
nas

ge
rais

reflexão sobre os caminhos

Não é um ensaio sobre suas cidades, mas um recorte e uma reflexão sobre a sua construção a partir de uma perspectiva que se repete na arquitetura e como se deu a sua formação com o trabalho escravo.

É neste contexto que ainda faço reflexões sempre que é possível, o que é o trabalho negro, antes minha perspectiva estava em volta do labor físico, da força física explorada

A partir desta ideia míope que me veio a a reflexão sobre o quão limitado era a minha imaginação sobre a contribuição dos negros na construção de uma sociedade.

registro fotográfico, Minas Gerais, 2011

foi vendo o que quase não escuto.

Foi observando as igrejas, casas, casarões, ruas, adornos e detalhes preservados de fachadas e elementos arquitetônicos, bem como objetos artísticos que me veio a contraposição do que aprendi sobre o trabalho dos negros

O que é este trabalho, no meu ponto de vista míope e medíocre, ligava o trabalho ao suor, ao esforço e exploração da época.

Mas será possível apenas a força capaz de moldar as pedras, levantar igrejas em pedras sobrepostas, recortadas e adornadas, formar estruturas elevadas que superam o tempo e as intempéries.

NÃO FOI SÓ ESFORÇO FÍSICO

O construiu Minas Gerais não foi apenas força bruta, eram arquitetos, engenheiros, artistas, mestres do fazer, peritos na agricultura, na pecuária, na mineração e muito mais

No meu ponto de vista ainda míope, repito, vejo a grandiosidade e a contribuição daqueles que deixaram como herança o resultado de um trabalho sublime.

Se vejo isto com as minhas limitações, imagina o que de fato são aqueles que construíram a nossa história


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